quinta-feira, 28 de julho de 2011

mal secreto (versão Gal)

 





Massacro meu medo, mascaro minha dor, já sei sofrer. Não preciso de gente que me oriente, se você me pregunta, como vai? respondo sempre igual, tudo legal mas quando você vai embora movo meu rosto do espelho, minha alma chora. Comovo, não salvo, não mudo. Meu sujo olho vermelho, não fico parado, não fico calado, não fico quieto. Corro, choro, converso e tudo mais jogo num verso.

(Jards Macalé)

domingo, 24 de julho de 2011

Teoria do caos e o efeito borboleta

Acho que toda semana me interesso por um tema diferente e depois que leio bastante sobre o assunto fico com a sensação de ter descoberto o mundo, que sou a pessoa mais esperta do planeta. Aconteceu quando li sobre a tábua de esmeralda, com a teoria que os faraós eram seres extra terrenos, o "fim do mundo" em 2012.. e tantas outras teorias, incluindo a que Elvis não morreu hehe

Mas essa é demasiadamente interessante. Falo da teoria do caos, a teoria estabelece que uma pequena mudança ocorrida no início de um evento qualquer pode ter consequências desconhecidas no futuro. Isto é, se você realizar uma ação nesse exato momento, essa terá um resultado amanhã, embora desconhecido. Coisas aparentemente pequenas, como o ônibus perdido por alguns segundos ou o papo furado com alguém pra passar o tempo em uma longa fila, podem ter uma grande influência nas nossas vidas a longo prazo. Não existe exemplo maior de algo caótico do que as nossas próprias vidas, aparentemente previsíveis e sequenciais - mas moldadas pelas escolhas que fazemos em face do que o acaso nos proporciona. O mundo tem seus limites e suas contradições, nem sempre explicadas. A Teoria do caos tenta explicar esses fatos caóticos com o estudo dessa desordem organizada. Caos nem sempre é uma coisa ruim. No sentido de pura desordem, realmente, pouco se pode dizer a seu favor. desordem ordenada - um padrão de organização existindo por trás da aparente casualidade.

A teoria do caos entrou em vigor somente nos anos 80, mas suas sementes foram lançadas em 1960, quando o meteorologista Edward Lorenz desenvolveu modelos computacionais dos padrões do tempo. Como todo mundo sabe, é muito difícil fazer uma previsão de tempo a longo prazo, ainda que possamos isolar muitos dos fatores que causam as mudanças. Lorenz, como outros, pensava que tudo o que era preciso para uma melhor previsão era um modelo mais abrangente. Então, escreveu um programa baseado em doze equações simples que em linhas gerais modelava os principais fatores que influenciam o tempo. Lorenz descobriu algo surpreendente: pequenas mudanças ou pequenos erros em um par de variáveis produziam efeitos tremendamente desproporcionais. Para um período de uns dois dias, elas mal faziam diferença; mas extrapolando-se para um mês ou mais, as mudanças produziam padrões completamente diferentes. Lorenz chamou sua descoberta de "efeito borboleta". Em outras palavras: fatores insignificantes, distantes, podem eventualmente produzir resultados catastróficos imprevisíveis? Lorenz se permitiu uma pequena hipérbole porque queria dramatizar seu ponto de vista. Virtualmente todos os físicos antes dos anos 70 fixaram-se nos chamados processos "lineares" - processos em que pequenas mudanças produziam resultados proporcionalmente pequenos. Mas um grande número de fenômenos - não só na meteorologia e na física, como também na biologia, ecologia, economia, e assim por diante - não obedeciam leis lineares nem seguiam fórmulas lineares. Processos "não lineares" são aqueles em que as equações envolvem taxas variáveis de mudança, e não taxas fixas, em que as mudanças são multiplicadas, em vez de adicionadas, e pequenos desvios podem ter vastos efeitos.